Descobrir uma cuia rachada dá aquele aperto no coração de quem mateia todo dia. A bebida favorita de repente fica ameaçada por uma linha fina no porongo, e a primeira pergunta é sempre a mesma: dá para consertar ou vou ter me desfazer da cuia? A boa notícia é que muitas rachaduras têm conserto. A má notícia é que nem todas — e tentar salvar uma cuia comprometida pode estragar o chimarrão e, em alguns casos, oferecer risco à higiene.
Resposta curta: chimarrão com canela normalmente não faz mal para adultos saudáveis quando a especiaria entra em pouca quantidade — um pedaço pequeno de canela em pau ou uma pitada da versão em pó já perfuma a cuia e dá aquele toque quente e adocicado que combina com o inverno. O cuidado existe para quem tem [gastrite](/blog/chimarrao-refluxo-azia-gastrite/) ou refluxo, porque a canela é forte e, em excesso, soma acidez e picância ao amargor do mate; e para quem tem problemas no fígado, usa medicação contínua ou está grávida, casos em que vale conversar com um profissional de saúde. E atenção: a canela não transforma o chimarrão em remédio — o que aquece e reconforta é a água, o descanso e o ritual.
É uma cena clássica das cozinhas do Sul no inverno: a garrafa térmica fumega ao lado da cuia e, sobre a mesa, aparece um pires com paus de canela ao lado da bergamota e do mel de estação. A canela, especiaria barata, fácil de guardar e disponível o ano todo, virou companheira do chimarrão justamente quando o frio aperta, ao lado do gengibre e do pinhão tostado. Mas a pergunta também vem junto: dá para colocar canela dentro da cuia sem estragar o mate ou fazer mal?
chimarrão com canelacanela no chimarrãochimarrão no inverno
Resposta curta: chimarrão com gengibre normalmente não faz mal para adultos saudáveis quando a raiz entra em pouca quantidade — uma fatia fina ou um pedacinho ralado já perfuma a cuia e dá aquele toque quente que combina com o inverno. O cuidado existe para quem tem [gastrite](/blog/chimarrao-refluxo-azia-gastrite/), refluxo ou estômago sensível, porque o gengibre é forte e, em excesso, soma acidez e picância ao amargor do mate. E atenção: ele não transforma o chimarrão em remédio — o que aquece e reconforta é a água, o descanso e o ritual.
É uma cena clássica do inverno no Sul: a cuia passa de mão em mão, a garrafa térmica fumega ao lado e, sobre a mesa, aparece um pires com fatias de gengibre. A raiz picante virou companheira do chimarrão em muitas casas justamente quando o frio aperta, ao lado da bergamota e do mel de estação. Mas a pergunta também vem junto: dá para colocar gengibre dentro da cuia sem estragar o mate ou fazer mal?
chimarrão com gengibregengibre no chimarrãochimarrão com gengibre faz mal
Resposta curta: chimarrão com mel não faz mal para quem está saudável, desde que o mel fique fora da cuia. O problema real é colocar mel dentro do mate: a água quente (entre 70 °C e 80 °C) destrói enzimas e compostos sensíveis do mel, o açúcar fermenta na [erva-mate](/glossario/erva-mate/) úmida, deixa resíduo pegajoso na cuia e na [bombilla](/glossario/bombilla/) e muda o sabor da bebida. Para adoçar sem estragar o ritual, o melhor é tomar o mel à parte ou usar uma erva mais suave.
A vontade de adoçar o chimarrão é comum, principalmente entre quem está começando ou vem do hábito do chá doce. O chimarrão tradicional é amargo, e esse amargor é justamente o que define o mate: ele limpa o paladar, combina com conversa longa e carrega séculos de tradição no Sul. Nem por isso é proibido pensar em suavizar o sabor — o ponto é saber onde colocar o mel e por que a cuia não é o lugar certo.
chimarrão com mel faz malmel no chimarrãocomo adoçar chimarrão
Entre as dúvidas que rondam a roda de chimarrão, uma reaparece com frequência no consultório e nas mesas de mate: o chimarrão ajuda a baixar o colesterol ou faz mal para quem tem o LDL alto? A pergunta faz sentido. Por um lado, a erva-mate é cercada de fama de bebida saudável, antioxidante e ligada à longevidade do gaúcho. Por outro, qualquer bebida com cafeína desperta desconfiança de quem cuida do coração.
Se o chimarrão é o abraço quente do inverno gaúcho, o tereré é a bebida que refresca o resto do Brasil no calor. Trata-se do mate gelado — a mesma erva-mate, mas preparada com água bem gelada e servida no copo, na guampa ou até na garrafa. É a bebida oficial do Mato Grosso do Sul, patrimônio cultural do Paraguai e uma das formas mais gostosas de tomar erva-mate no verão.